Domingo, Dezembro 24, 2006

"Prefiro morrer de vodka do que de tédio"

MENTIRA. Eu nem bebo tanto assim.

Nos outros eu sei
Onde se abriga o coração:-
É no peito.
Em mim
A anatomia ficou louca
- Eu sou todo coração.

MENTIRA, Eu nem sou tão sentimental assim.

Não me identifico muito com os poemas de Mayakovsky, mas que dá uma vontade de ler...Dá.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Boas ações no período natalino.

Ludymylla. diz:
aff tu ta escutando umas coisas tão ruim..
Priszinha ... - viciei... =/ diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
viciei...
Ludymylla. diz:
pelamordedeus.
Priszinha ... - viciei... =/ diz:
entra na mente nao sai mais,,,
Nammmm


[ela tava escutando chicleta com banana...minutos depois]

A transferência de "07 - architecture in helsinki - the owls go.mp3" está concluída.

Priszinha ... - saudades... diz:
eh legal oh....
valha como eh legal
em q estilo se enquadra isso???
Ludymylla. diz:
hahahaha
vai escutar chiclete com banana vai...
Priszinha ... - saudades... diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
deixa de ser chataaaaaaaaaaaa
tem uns tambores...
uma flauta eh??
Ludymylla. diz:
o que mais?
Priszinha ... - saudades... diz:
eh legal...
mo viaje...
sei lah..
tipo akele negocio..
q eh um monte de cano de bambu acho... um imendado no outro...
sabe o q eh??
tem umas bolhas de sabao no começo ate onde eu me lembro...
Ludymylla. diz:
eu escuto umas bolinhas estourando.
ééééééé
eu também escuto.
Priszinha ... - saudades... diz:
e nao eh nao???
no começo...
Ludymylla. diz:
talvez...
Priszinha ... - saudades... diz:
parece coisa,,
ah eu ouvi outra coisa agora...
Ludymylla. diz:
tem ate uma criança cantando
Priszinha ... - saudades... diz:
outro instrumento...
um q tem um negocio q a gente mexe...
como um coisa... q tem umas coisas dentro pra gente balançar...
eh tem creonça mesmo.;..
Ludymylla. diz:
viu como é legal.
ainda vai escutar chiclete com banana?
Priszinha ... - saudades... diz:
mas muie eh pq depende do estado de espirito da gente....
Ludymylla. diz:
¬¬
baixa esse cd pô e para de escutar chiclete.
Priszinha ... - saudades... diz:
como eh o nome dessa banda????
architecture in helsinki???????
Ludymylla. diz:
architecture in helsink
ééé
Priszinha ... - saudades... diz:
hmm
mt massa...
mais massa do q chiclete...

[da série: boas ações]




Sábado, Dezembro 09, 2006

subverter

SUB

VER

TER

Domingo, Dezembro 03, 2006

Voltaire sobre os egípcios

"Elogiaram-se muito os egípcios. Quanto a mim, não conheço povo tão desprezível como este; sempre deve ter havido, no seu caráter como no seu governo, um vício de raiz que fez dele um povo de vis escravos. [...]

As suas pirâmides são muito elogiadas; mas quem não vê que são monumentos de um povo escravizado? Foi indispensável obrigar toda a nação a participar na sua construção, sem o que nunca teria podido erguer tão pesadas massas de rocha. E para que servem? Para conservar numa estreita câmara a múmia de algum princípe, ou de qualquer governante ou intendente, na mira que a alma deste vá dar vida á múmia ao cabo de mil anos. Mas se eles tinham assim tanta fé na ressurreição dos corpos por que é que então lhes extraíam o cérebro antes de os embalsamarem? Ou será que os egipcios devaim ressuscitar sem mioleira?"

[Da série: leituras interessantes]

Domingo, Novembro 12, 2006

...la na minha cidadezinha.

Em algum dia do mês de agosto, do ano de 2005, por volta das 10 da manhã, la estava eu indo até a casa da vovó. Ela fica a 24 km de Iguatu, numa cidade minuscula que tem duas ruas principais, uma sorveteria, 2 padarias, 2 escolas... mas não é pra falar de quixelô que estou aqui. Talvez em outra oportunidade. Voltemos para a manhã do dia quente de agosto.
Rápido Quixelô: esse é o nome do ônibus que faz a linha entre as duas cidades. Que de rápido não tem nada, mas ja virou tradição pelas bandas de cá. Sim, mas voltemos para a manhã...

De repente o ônibus para e as pessoas começam a reclamar. Só poderia estar acontecendo duas coisas: ou o pneu do ônibus furou, ou alguma mala caiu pelo caminho. Mas ai na mesma hora, o cobrador entra e diz: "-tão filmando, vai demorar uns 20 minutos." Aquilo na minha cabeça de cinéfila juvenil era demais, RRÁÁÁÁÁ filmando? aqui? em iguatu? não pode ser, conta outra vai. Eu realmente não acreditei, nem quando minha mãe chegou em casa com a mesma conversa. "Ludymylla tão filmando la na rodoviária, enterditaram rua tal..." Eu não acreditei.


Moral da história: O céu de Suely extreia dia 17 de novembro depois de ganhar prêmios no Festival do Rio e com participação no Festival de Veneza e Toronto.


Diálogo da dia anterior:
amigo 1: Vocês ja ouviram falar do Céu de Suely?
amigo2: sim, foi filmado aqui no ceará, no interior.
Ludymylla, alegre e orgulhosa: sim, foi...em iguatu, la na minha cidadezinha.


essa estradinha não me é estranha?!? e esse pôr-do-sol heim??

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Leiam o texto abaixo desse aqui.

Bem, quem me conhece sabe que minha vida não é nem um pouco interessante pra ficar falando aqui. que merda heim? No máximo falarei sobre filminhos bobos que vi, ou sessãozinhas de teatro de graça no centro, ou quem sabe sobre aquela musica que não aprendi nem a pronuncia correta ainda. A verdade é que eu morro de tédio, eu poderia estar lavando minhas roupas agora, ou então dormindo, mas minhas mp3 do Modest Mouse ainda faltam 1: 45 minutos pra terminar. Enfim, mas uma blogueira fracassada e isso é tudo pessoal.

Se A é B, E é C, então devemos concluir que A é igual a C.

"Vim a Goiás para morrer anonimamente e, até agora, não consegui. Fracassei. Vocês me forçaram...” Por Bruno Moreschi

Convicto do que fazia, ele deitou no gramado com as pernas esticadas e os braços abertos, formando uma cruz, para seu corpo secar até a desejada morte. Os moradores da pequena cidade de Bela Vista de Goiás, a 45 quilômetros de Goiânia, assustaram-se com a cena e chamaram a polícia. “Exerço meu direito de morrer. Estou tranqüilo, pronto para desencarnar”, explicou o homem magro, com educação. Ao seu lado, uma mala com 25 reais, poucas roupas dobradas e um bilhete com letras tremidas: “A quem interessar possa. Meu nome: Solitário. Não tenho familiares nem parentes nesta região do País”. Suas características físicas e intelectuais levam à suspeita de que ele seja o desaparecido e culto morador de rua de Florianópolis, conhecido como Professor, tema de uma Brasiliana (Professor, cadê você?), publicada há quatro semanas, na edição 411O primeiro médico chamado para tratar do Solitário lançou a polêmica: “Ele tem o direito de morrer e, por isso, não vou medicá-lo”. Foi necessário a procuradora da cidade, Sandra Garbelini, entrar com um pedido judicial para a juíza Vanessa Montefusco, que o aceitou prontamente. Os argumentos legais foram o direito à vida e a dúvida quanto à sua sanidade. “É até difícil nomear o que acontece. Não é eutanásia, tampouco greve de fome típica, já que não há motivo político”, explica a procuradora.

Hoje, o Solitário está em Goiânia, internado confortavelmente no quinto andar do Hospital de Emergência. Alguns médicos afirmam que perdeu cerca de 30 quilos, outros quantificam que ele está 51 quilos mais magro. Independentemente da pesagem correta, a verdade é que, de tão seco, seu corpo já não possui mais cintura, bíceps, peitoral… Vê-se apenas um filete de pele e osso suportando uma cabeça cadavérica. Quando raramente fala, custa para separar os lábios e deixa escapar um fio fino de saliva seca junto à voz. Responde objetivamente às perguntas e ponto final. Só fala um pouco mais quando uma das enfermeiras chega com um livrinho de adivinhações, charadas que sempre acerta. Com português impecável, não perdoa um deslize gramatical ou fonético. “Púdico, não. É pudico, por favor.” As semelhanças são muitas. Entre elas, uma pequena cicatriz na orelha esquerda. Além disso, os dois visitaram os mesmos países e falam os mesmos idiomas, ao todo sete. O anônimo afirma que gosta de Florianópolis, mas que não ficou muito tempo na cidade. O tempo, porém, é relativo para ele, que diz conhecer pouco São Paulo para, em seguida, revelar que morou dez anos na capital paulista. Quando perguntaram se é Carlos Weizel, o nome do Professor, ele sorri e responde: “Carlos, sim... mas agora é Carlos Schatamachi”. Até mesmo a Polícia Federal entrou na história e, depois de uma pesquisa, concluiu que a identificação não existe. Na primeira vez que perguntaram se era o morador de Florianópolis, ele sorriu e fingiu dormir.

O taxista Araújo Lima, do aeroporto de Goiânia, compara as fotos do homem de Florianópolis e do Solitário e conclui: “Claro que é. É só ver os olhos”. Pensa diferente a assistente social Maria Auxiliadora: “Ah, acho que não é. É só uma pessoa comum querendo aparecer”. O médico Luciano Sardinha, diretor-geral do hospital, conjectura: “Pode ser, mas, talvez, por não querer ser reconhecido, ele nega”. Entretanto, se um dia o Solitário resolver contar a verdade, a primeira pessoa a ouvi-la será Alba Genovesi, a baixinha loira, chefe do Serviço Social do hospital. Fã do seriado norte-americano C.S.I., sua profissão exige que seja uma boa detetive. Os funcionários da Polícia Civil, local onde ela diz que trabalhou em uma outra vida, brincam que um dia irão homenageá-la. Alba gosta de contar que conheceu o marido, o diretor da Associação de Xadrez de Goiânia, pela internet e que, custe o que custar, vai descobrir a verdade sobre o Solitário. Aproxima-se do misterioso, oferece rapadura em um copinho branco descartável, encosta sua mão pequena nos seus dedos-ossos e comenta que a relação entre os dois já se transformou numa de mãe e filho. Quando escuta isso, Solitário, como se ressuscitasse, esbugalha os olhos, vira o rosto para ela e sorri em silêncio.

Mas não é só Alba que busca a verdade sobre o Solitário. O caso virou notícia na região e o protagonista, celebridade instantânea. Carla Borges, repórter do jornal O Popular, foi a primeira a escrever uma reportagem. Depois da publicação da matéria, com direito a chamada na capa, o hospital não é mais freqüentado apenas pelos doentes deitados nas macas dos corredores. Jornalistas, principalmente os de televisão, enfiam seus microfones na boca de Alba, do médico Sardinha, do próprio autor da reportagem de CartaCapital, tudo como desculpa para, logo em seguida, invadir sem dó o quarto do ser raquítico que ainda se recupera de uma coletiva de imprensa ocorrida no dia anterior com Globo, SBT, Band e Record, essa última em uma tentativa frustrada de transmissão ao vivo no telejornal matutino nacional.Quando os microfones miram na boca do Solitário, ele come lentamente um pedaço de pão e toma um copo de água. Finalmente, solicita com sua voz quase inaudível: “Os senhores... podem esperar eu comer?” Após alguns minutos, ele chama a atenção de um dos repórteres que havia feito uma pergunta sobre a sua preferência literária por Sócrates.

– Se você tivesse lido alguma coisa dele, não me perguntaria isso.
– Quem é o senhor?
– Não é necessário. Os senhores poderiam dominar um pouco a curiosidade.
– Mas é que somos jornalistas e somos curiosos.
– Há 51 dias... Minha missão terminou... Vim a Goiás pra morrer mais anonimamente e, até agora, não consegui.
– E por que o senhor tentou se matar? Desilusão?
– Na minha idade, não há desilusão. Há decisão.
– Qual seu nome completo? Então, o repórter dispara a típica pergunta do jornalismo televisivo: – O que o senhor gostaria de falar para as pessoas que estão lhe assistindo?
– Fracassei. Vocês me forçaram.
– Mas é que as pessoas não querem que o senhor morra.
– Que gentileza...
– O senhor acha que não existe beleza na vida?
– A beleza é... ser racional. O ser humano precisa aprender a ser gente, porque, até agora, ele só tem uma falsa racionalidade. Se A é B, E é C, então devemos concluir que A é igual a C.

Silêncio.

Ninguém entende o cálculo. Ele sorri discretamente. Enquanto todos se preocupam com a sua identidade, ele busca algo que só alguém prestes a “desencarnar” enxerga. Na quinta-feira 12, o estado de saúde do Solitário piorou. Em uma crise de choro, Alba comentou com ele que seu medo é ter de enterrá-lo como indigente. Ele questionou com os olhos fechados: “Que diferença faz?”

Domingo, Outubro 22, 2006

Preguiça

Preguiça...muita preguiça de atualizar isso aqui.